O que esperar da COP 30?

Hoje começa a COP30, a tão aguardada conferência do clima da ONU, que acontece bem no coração da Amazônia. A realização deste encontro no Brasil é profundamente simbólica: marca os 10 anos do Acordo de Paris (2015) e coloca o país no centro das atenções globais sobre o futuro climático do planeta. Ao longo das próximas semanas, líderes mundiais, cientistas e sociedade civil se reúnem para debater caminhos concretos para acelerar a transição justa e sustentável. É uma oportunidade histórica para o Brasil mostrar ao mundo que é possível conciliar desenvolvimento econômico, preservação das florestas e justiça climática — temas que dominam a agenda desta edição.

Especialistas lembram que esta será uma conferência decisiva. Segundo o Inter Climate Network, o evento funcionará como um “ponto de virada” para reavaliar as metas globais de redução de emissões, já que as atualizações das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) dos países precisam demonstrar como pretendem limitar o aquecimento global a 1,5 °C. A expectativa, de acordo com a CNN Brasil, é que de 100 a 120 países apresentem novas ou revisadas NDCs, cobrindo cerca de 80 % das emissões globais.

Espera-se da COP30 o avanço das regras sobre os mercados de carbono, previstas no Artigo 6 do Acordo de Paris — um tema especialmente relevante para empresas e municípios que realizam inventários de emissões e estruturam estratégias de compensação. Nesse contexto, ganha destaque a recente criação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (SEMC), vinculada ao Ministério da Fazenda do Brasil, que tem como missão coordenar e regulamentar o desenvolvimento do mercado brasileiro de carbono. A atuação da secretaria será essencial para alinhar o país às diretrizes internacionais, garantir a integridade ambiental dos créditos e impulsionar oportunidades econômicas associadas à descarbonização.

A Amazônia — e o Brasil — serão protagonistas nas discussões sobre soluções baseadas na conservação florestal e financiamento verde, o que para organizações, cidades e empresas, significa oportunidade de reposicionar estratégias ESG, planejar inventários de GEE com ênfase em biodiversidade e riscos climáticos, e buscar novas fontes de financiamento para adaptação e resiliência.

Além da ambição climática, a COP30 trará no centro do debate os temas do financiamento climático e da transição justa, temas que dialogam diretamente com a atuação do Enform, que tem como missão apoiar empresas e municípios na gestão inteligente de emissões e na construção de estratégias sustentáveis. Este será o momento de preparar clientes para uma nova fase de transparência, integração de dados e planejamento climático corporativo.

Segundo a Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima – Marina Silva, “o desafio é garantir que países em desenvolvimento tenham apoio financeiro para mitigar e adaptar-se aos impactos do clima”. A COP30 também será uma “oportunidade única para reafirmar o protagonismo do Sul Global” e para fazer da Amazônia um símbolo da transição climática com justiça social. O Next Stop publicou recentemente que a mensagem central que está se formando em torno da Cop30 é “ação e implementação”: menos promessas, mais entregas.

A discussão sobre financiamento será uma das mais sensíveis e estratégicas da conferência. Países do Sul Global, incluindo o Brasil, defendem que os compromissos assumidos por nações desenvolvidas — como o aporte anual de US$ 100 bilhões prometido no Acordo de Paris — sejam finalmente cumpridos e ampliados. Além disso, há uma crescente demanda por instrumentos de justiça climática, que assegurem que comunidades vulneráveis e populações tradicionais tenham acesso a esses recursos e possam participar ativamente das soluções.

Já sendo reconhecida como a “COP da implementação”, a COP30 surge em um momento em que a urgência científica e a pressão social finalmente empurram governos e empresas para ações concretas. A expectativa é que este seja o ponto de partida para uma década de ação climática mais rápida, inclusiva e efetiva.

Para o Enform, essa conferência simboliza um chamado à ação. Em um momento em que o mundo olha para a Amazônia e para o Brasil como referências em sustentabilidade, é essencial fortalecer estratégias de gestão de emissões, aprimorar relatórios ESG e investir em soluções de baixo carbono. Mais do que promessas, o que o planeta precisa agora é de transparência e colaboração.

A COP30 poderá ser lembrada como o início de uma nova fase — uma década de transição justa, inovação verde e compromisso real com o futuro. E cabe a todos nós, em cada decisão e em cada projeto, manter esse movimento vivo e coerente!

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